Película nem sempre precisa ser escura para proteger interior do carro
Tecnologia foi apresentada no AutoEsporte ExpoShow.

Feira também mostrou pneu que tem 5 anos de garantia contra furo.

Matéria Pereita por: Rodrigo Mora e Daniel Lomonaco
Do G1, em São Paulo

Dez entre dez colecionadores de carros antigos rejeitam a ideia de aplicar uma película de controle solar, temendo a alteração da aparência original – o grande atrativo quando se trata de automóveis clássicos. Por outro lado, a ausência do “insulfilm” pode deteriorar, após muita exposição ao sol, alguns elementos da cabine, como volante e estofamento. Uma solução pode ser a película transparente, que rebate o calor causado pelos raios solares – mas não a luz.

Esta tecnologia foi uma das atrações do AutoEsporte ExpoShow, que terminou no domingo (24), em São Paulo. Além desse item, outros adventos para carros foram expostos no evento, como é o caso de um selante que evita que o pneu fure por até quatro anos.

No caso do “insulfilm”, o dispositivo tem como princípio os óculos 3D usados nos cinemas, rejeitando o raio infravermelho, aquele que não se pode ver, mas apenas sentir. Assim, a luz visível – geralmente rebatida nas películas convencionais – não é barrada. “Outra vantagem da película transparente é que ela é regulamentada pelo Detran”, explica Rodrigo Andrade, técnico em Marketing para América Latina da Eastman, responsável pela produção da película Air80.

A instalação, só no para-brisa, custa em média R$ 600, enquanto uma convencional vai de R$ 300 a R$ 400, dependendo do grau de incidência de luz. “Essa película também tem a vantagem de durar mais tempo”, completa Andrade. A garantia é de 5 anos.

Há, no entanto, quem prefira se proteger dentro do carro tanto do calor quanto da luz. Nesse caso, é recomendável a aplicação das duas películas, uma sobre a outra.

Pneu ‘antifuros’
Chaves de fenda, pregos e outras ferramentas apareciam fincadas em um pneu em um dos corredores no AutoEsporte ExpoShow, mas o equipamento não apresentava nenhum vazamento de ar.

A “mágica” é produzida pelo uso de uma substância, chamada de selante, formada por água, fibras e substâncias adesivas. O produto é inserido dentro do pneu, no mesmo compartimento que leva o ar, mas enquanto o pneu está vazio.

Depois de cheio, o equipamento pode ser furado por objetos de até 5 milímetros que não vai esvaziar, diz a fabricante, a Xtire.

“Se o veículo passa por cima de um prego, e fura o pneu até este tamanho, de meio centímetro, a substância que fica junto com o ar é jogada para o buraco e o fecha instantaneamente”, explica Darci Shimuta, gerente de negócios. Segundo a empresa, o pneu, mesmo depois de furado, não precisa de manutenção e pode rodar normalmente.

O preço do kit para quatro unidades sai por volta de R$ 200, mas o valor pode variar, dependendo do tamanho do pneu do veículo. A garantia da empresa é de quatro anos.

Além de evitar que o motorista fique na estrada ou na cidade com o pneu furado, o produto ajuda a melhorar o desempenho, afirma a fabricante.

Segundo Shimuta, a borracha tem naturalmente uma microporosidade que explica por que os carros têm que ser calibrados com frequência. “Fizemos testes com pneus que levam o produto, colocamos uma determinada calibragem e, três meses depois, ela era a mesma. Não que o vazamento seja zero, mas o selante diminui isso ao mínimo”, afirma.

O gerente de negócios diz que a perda de 10% na calibragem do pneu provoca gasto 5% maior de combustível do veículo.

A empresa também oferece o produto para pneus de motos, ônibus e tratores e diz que a aplicação do selante leva pouco mais de 10 minutos.

Mais cuidados
“Pode tentar riscar o carro com a sua chave”, desafiou Rodrigo Andrade, representante técnico para a América Latina da Eastman. Depois que o repórter tentou riscar um Porsche Boxster com muita força, um pequeno tracejado apareceu na película que fica sobre a lataria. “Fica a marca agora, mas depois de alguns minutos o material dilata e o sinal some”, afirma.

A proteção é feita por uma película elástica, com um tipo de plástico chamado de poliuretano com espessura três vezes maior que a do material usado no envelopamento comum de veículos. Segundo a Eastman, o material dura três anos, sendo necessária a sua reposição depois desse período.

“O envelopamento protege de riscos superficiais, mas essa película plástica protege contra batidas laterais em estacionamentos, por exemplo. Ela absorve mais impactos”, diz Andrade.

Segundo a empresa, o material protege contra rachaduras na lataria, manchas de sol, pedras e dejetos de animais, e contra pequenos impactos. A proteção de todo o capô, do para-choque, dos faróis dianteiros e dos para-lamas sai de R$ 1.500 a R$ 2 mil, dependendo do tamanho do carro. Para aplicar a película em todo o veículo é preciso gastar de R$ 7 mil a R$ 8 mil.

 

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